5 de Agosto, 2021

Os benefícios do vinho tinto ao coração

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Os vinhos estiveram presentes nos grandes acontecimentos da humanidade, na comemoração das vitórias, na amargura das derrotas, e neste longo e histórico caminho, o vinho ganhou destaque, não apenas nos empórios, bistrôs, lojas especializadas e mercados, mas também como um importante papel na economia dos países, famosos por produzirem vinhos de altíssima qualidade.

O primeiro vinho produzido na história

referências na história que citam a Geórgia como o lugar onde o vinho foi provavelmente feito pela primeira vez, com sementes que datam de cerca de 8.000 a.c. e 5.000 a.c.

Dependendo da vinícola, do tipo da uva e do ano de produção, o vinho pode alcançar valores estratosféricos. Esta apreciada bebida ganhou respeito e agora é amplamente defendida por seus benefícios à saúde, quando consumido com moderação.

Perguntamos ao Médico Cardiologista e Arritmologista carioca, Dr. Guili Pech, sobre o que seria o uso moderado de vinho, os benefícios e malefícios:

"A OMS, Organização Mundial da Saúde recomenda o consumo máximo diário de até 30 gramas (3 taças) de vinho. Já a SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia) recomenda um consumo máximo diário de duas taças (200 ml) para homens e uma taça (100 ml) para as mulheres”.

"As observações que eu faço, e que fazem parte da minha especialidade - Cardiologia e Arritmologia, são para os portadores de insuficiência cardíaca e arritmias cardíacas, que podem ter uma piora nos batimentos cardíacos, em decorrência da ingestão de álcool". "Mas até mesmo esses pacientes podem receber parte dos benefícios, ao ingerir vinho sem álcool, hoje já disponíveis no mercado", afirma o Doutor.

Dr. Guili Pech lembra que: "O vinho é muito mais que uma bebida alcoólica, é um símbolo de celebração entre as pessoas há milhares de anos. E, desde que seja bebido com moderação e associado à uma degustação, os excessos são evitados, dando lugar à uma boa conversa entre amigos e casais e ao bom-humor. E, nos dias de hoje, com tantas desinformações, polarizações e temores, as relações interpessoais são ainda mais importantes, propiciando o bem-estar emocional. E o vinho cumpre essa charmosa missão, de ser um álibi do anfitrião", completa.

Estudos

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Pesquisa feita pela Universidade de Barcelona revelou que as uvas de cor avermelhada e o álcool têm efeitos diferentes, mas ambos são benéficos na saúde cardiovascular.

Vários estudos já realizados, associam o consumo moderado de bebidas alcoólicas, especialmente vinho tinto, aos benefícios para o coração. Uma das explicações é que a bebida atua como antioxidante no organismo, produzindo efeitos positivos como a redução do risco de acidente vascular cerebral. No entanto, nunca ficou claro se essa ação foi devido ao álcool ou às uvas, encontrados na bebida.

Um novo estudo, feito por Gemma Chiva-Blanch, Mireia Urpi-Sarda, Marisa Guillén, Rosa M Lamuela, Cristina Andres-Lacueva e Ramon Estruch, pesquisadores da Universidade de Barcelona, ​​levantou esta questão e conclui que ambos são responsáveis ​​por uma melhora significativa na saúde. Os resultados foram publicados no American Journal of Clinical Nutrition.

Nos dados da amostragem, foram pesquisados 67 homens que possuíam um alto risco para doenças cardíacas

O Resultado: Tanto o álcool quanto as uvas do vinho tinto são bons para o coração. Ambos são capazes de reduzir a inflamação nas artérias de formas diferentes.

O estudo pesquisou 67 homens que possuíam alto risco de doenças cardíacas. Primeiro ficaram sem beber vinho ou qualquer tipo de bebida alcoólica, por duas semanas, depois tiveram que beber 30 gramas de vinho tinto por dia, o que equivale a dois copos, durante um mês. O estudo continuou, e desta vez, os 67 homens continuaram a beber a mesma quantidade de vinho, mas desta vez sem álcool, todos os dias durante um mês. Ao longo do estudo, os pesquisadores realizaram exames de sangue para medir os níveis de diversas substâncias químicas associadas ao acúmulo de placas nas paredes das artérias, e que agem como marcadores de inflamação.

De posse dos resultados, os pesquisadores descobriram que os homens que consumiam vinho tinto alcoólico diariamente tinham níveis mais elevados de interlucina-10, uma substância que pode reduzir a inflamação nas artérias. De acordo com os autores do estudo, isso sugere que o álcool sozinho é responsável por esse benefício.

E o vinho sem álcool?

Em contrapartida, as análises de sangue feitas durante o período em que os homens bebiam vinho tinto sem álcool, revelaram uma diminuição dos níveis de certas substâncias responsáveis ​​por estimular a formação de placas nas paredes arteriais. A partir disso, pode-se concluir que essa diminuição se deve aos polifenóis, que vêm da semente ou da casca da uva, e não ao álcool.

A partir disso, os especialistas chegaram à conclusão que as uvas e o álcool, quando consumidos com moderação, são bons para o coração e que é provável que haja um grande benefício em beber os dois juntos.

Embora as bebidas alcoólicas ofereçam benefícios à saúde, se ingerida com moderação, elas não são para todos. Há pessoas que não deveriam beber álcool porque o dano é muito maior do que o benefício. Um alerta para quem tem os seguintes problemas:

⦁ Doença hepática alcoólica;
⦁ Triglicérides aumentado;
⦁ Pancreatite;
⦁ Úlcera;
⦁ Insuficiência cardíaca;
⦁ Arritmia cardíaca;
⦁ Problemas psiquiátricos;
⦁ Gastrite;
⦁ Diabetes.

Mas os portadores das doenças acima mencionadas, não precisam ficar desapontados, pois já existem opções de vinho sem álcool sendo vendidas, tanto pela internet como em lojas físicas.

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